Nanotecnologia ganha reforço com a criação de Comitê Interministerial

Considerada como área portadora de futuro entre os programas estratégicos, fundamental para a promoção da inovação no país pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) , Marco Antonio Raupp, a nanotecnologia ganhou mais um reforço para alavancar as pesquisas no Brasil. Em 10 de junho, foi criado o Comitê Interministerial de Nanotecnologia (CIN) para assessorar os ministérios na integração da gestão, na coordenação e no aprimoramento das políticas, diretrizes e ações voltadas ao desenvolvimento das nanotecnologias no Brasil.

A Embrapa é a representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no comitê.

A primeira reunião do órgão ocorreu no dia 31 de outubro, em Brasília, na qual foram discutidas questões relacionadas a recursos, regulação, resultado de editais, entraves e tendências para o setor.

O chefe-geral da Embrapa Instrumentação (São Carlos - SP), Luiz Henrique Capparelli Mattoso - representante do MAPA - participou do encontro, aberto pelo próprio ministro do MCTI e presidido pelo secretário substituto da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Adalberto Fazzio. Além do ministro, estiveram presentes o coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias do MCTI, Flavio Plentz, o diretor de tecnologias inovadoras da Secretaria de Inovação do MDIC (órgão que coordena o Fórum de Competitividade em Nanotecnologia), João Lanari, entre outros.

O comitê ainda tem outras atribuições, como propor mecanismos de acompanhamento e avaliação de atividades na área, bem como formular recomendações de planos, programas, metas, ações e projetos integrados para a consolidação e a evolução das nanotecnologias no Brasil, indicando potenciais fontes de financiamento e os recursos necessários para apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). O CIN é integrado por um representante e um suplente dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável pela sua coordenação; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); da Defesa (MD); do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC); da Educação (MEC); do Meio Ambiente (MMA); de Minas e Energia (MME); e da Saúde (MS).

Para o chefe-geral, a criação do CIN é importante porque une esforços de vários ministérios para poder alavancar uma tecnologia que é importante para o país. “Sabemos de ações que existem de outras pastas que podem ser integradas para otimizar os recursos e multiplicar os resultados”, comentou. Mattoso foi responsável pela articulação e montagem da rede de pesquisa em nanotecnologia - Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) - dentro da Embrapa, criada no final de 2006, tendo início, então, a primeira fase com duração até 2010. Em 2011, começou a segunda fase com término previsto para 2015. Na rede, atualmente estão envolvidos 158 pesquisadores de 51 instituições, sendo 16 unidades da Embrapa e grupos de pesquisas de 35 universidades de excelência no país.

Fonte: Embrapa

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