Projetos da USP buscam soluções para problemas sociais e qualificação do debate político

Um dos papéis das universidades, principalmente as públicas, é contribuir para melhorar a vida da sociedade e colocar em pauta a discussão de temas de interesse geral.

Neste sentido, a Universidade de São Paulo (USP) apresenta duas iniciativas. A primeira delas é a USPiTEC – Feira USP de Inovação & Empreendedorismo, evento que começou ontem (23) e se estende até amanhã (25) na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, na zona leste da capital, para divulgar pesquisas feitas pela universidade aplicadas a benefícios para a sociedade. A segunda iniciativa diz respeito ao movimento #USPOCUPA, que pretende selecionar 12 propostas uspianas para melhorar a qualidade de vida na cidade de São Paulo e apresentá-las aos candidatos à prefeitura nas próximas eleições.

O idealizador da USPiTEC, professor Vanderlei Salvador Bagnato, do Instituto de Física de São Carlos da USP, diz que “a feira tem o objetivo de mostrar tudo que a Universidade de São Paulo vem fazendo em termos de contribuição para a sociedade brasileira”. Ele informa que o evento reúne aproximadamente 120 grupos de pesquisa expondo suas inovações tecnológicas em áreas que vão desde distúrbios da metrópole, passando por problemas da área de saúde e educação, até dificuldades enfrentadas pela indústria têxtil.

Bagnato esclarece que a universidade já contribui com a sociedade ao formar profissionais como os engenheiros, médicos e pedagogos, mas ressalta que é necessário contribuir também com conhecimento científico agregado a possíveis produtos, pois é “por meio da inovação tecnológica que a USP colabora de forma mais efetiva para o desenvolvimento econômico da nação”.

O movimento #USPOCUPA, por sua vez, pretende mapear por meio de um concurso virtual 12 propostas inovadoras feitas pela comunidade uspiana para melhorar a cidade de São Paulo e apresentá-las aos candidatos à prefeitura, objetivando qualificar o debate eleitoral e aproximar a universidade dos problemas sociais vivenciados pelos paulistanos.

De acordo com Carolina Linhares, estudante do 3º ano de jornalismo da Faculdade de Comunicações e Artes (ECA-USP),que faz parte do coletivo de estudantes que organiza o movimento, as propostas do projeto serão especificamente para a cidade de São Paulo e viáveis de ser implantadas em nível municipal, uma vez que serão apresentadas aos candidatos à prefeitura e não ao governador ou à presidente. Sendo assim, projetos relacionados ao metrô, por exemplo, não poderão ser considerados, pois este meio de transporte é de responsabilidade do governo do Estado.

Carolina também informa que as propostas selecionadas serão as que forem mais discutidas e apoiadas no ambiente virtual em que estão cadastradas e também as que forem mais criativas e viáveis. Com relação aos transportes, a estudante de jornalismo diz que já há duas propostas cadastradas, sendo uma sobre a utilização de bicicletas e outra para os corredores de ônibus.

O movimento também pretende apresentar aos candidatos a plataforma virtual onde estão cadastradas as propostas enquanto o projeto ainda está em andamento e não só a partir da escolha das 12 propostas vencedoras, informa Carolina. Pois, deste modo, os candidatos poderão ter acesso a todas as sugestões feitas pela comunidade uspiana.

As propostas para melhoria da cidade de São Paulo podem ser inscritas no site do movimento até o dia 14 de setembro. Finalizado o período de inscrições, na segunda ou terça-feira da semana seguinte, a organização do movimento já anunciará as 12 propostas vencedoras e as apresentará aos candidatos para que estes tenham tempo hábil antes das eleições do 1º turno de avaliá-las e se comprometer perante a população com alguma delas.

Carolina Linhares diz que a ideia dos estudantes é, após as eleições, acompanhar se o futuro prefeito está cumprindo o seu dever de implantar as propostas com as quais se comprometeu. Para isso, eles contam com o apoio de ONGs como a do Voto Consciente para fiscalizar o cumprimento ou não das promessas dos candidatos.

De acordo com o site do movimento, a organização do #USPOCUPA é feita por um coletivo de estudantes da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), da ECA (Escola de Comunicações e Artes), da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo), da POLI (Escola Politécnica) e da FD (Faculdade de Direito). Também integram o projeto o Centro Acadêmico XI de Agosto (FD), o coletivo Oitentaedois (FAU), o Projeto de Extensão Redigir (ECA) e o Grêmio da Poli (Poli).

Carolina informa que cada faculdade e cada aluno contribui com o movimento de acordo com suas especialidades. Sendo assim, o pessoal de jornalismo fica responsável pela área de comunicação do concurso, o pessoal de direito cuida da parte de normas e regulamento, o pessoal de design se preocupa com a identidade visual e assim por diante.

Ela diz que quando os estudantes pensam sobre o que desejam com o projeto, eles não pensam apenas em melhorar os problemas da cidade, mas também em colocar as pessoas pra pensar em seus compromissos com a sociedade.

As propostas só podem ser inscritas por participantes da comunidade uspiana, ou seja, alunos, funcionários e professores. Mas qualquer cidadão pode participar do debate sobre as ideias apresentadas e deste modo cobrar dos candidatos à prefeitura de São Paulo o comprometimento com projetos de interesse comum, além de contribuir para que o debate das próximas eleições seja mais democrático e consciente. Conheça as propostas e participe do movimento #USPOCUPAclicando aqui.

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